quarta-feira, 24 de maio de 2017

HALA MADRID! // A não perder


No passado fim-de-semana, eu e a minha mãe decidimos rumar a Madrid. Quando se fala numa viagem de carro até à capital espanhola todos ficam boquiabertos pois imaginam uma infiniddae de quilómetros de estrada. Uma canseira! Que muitos evitam marcando uma viagem de avião que os levará 1h30 depois ao seu destino. Mas a verdade é que a distância de Lisboa a Madrid são 600 km e aproximadamente 6 horas de viagem, numa estrada de duas faixas onde a velocidade máxima são 120km/h e… sem pagar um único cêntimo. Claro que em Espanha, já que do lado português, se quisermos evitar uma hora numa estrada nacional, temos que pagar 16€ pelas mesmas condições da autovia espanhola.
Mas a verdade é que eu gosto destas pequenas aventuras. Podemos parar quando queremos, sem pressas, sem stress e acreditem a viagem passa num instante.

Esta minha viagem, que começou sexta e acabou domingo (estive apenas um dia inteiro em Madrid) permitiu que lhes traga hoje notícia de alguns locais por onde passei e que são imperdíveis numa visita a Madrid. Esta foi a minha terceira vez na cidade e admito que das duas primeiras não ficara encantada. Quando estou numa cidade penos sempre se iria conseguir viver lá. E em Madrid achei sempre que não!
 Pois desta vez senti Madrid de uma forma diferente e já estou mais receptiva à ideia de uma vida nesta cidade (mas nenhuma ultrapassa a minha amada cidade de Londres!). 

Edifício Metropolis

No dia em que chegamos (sexta-feira) o plano era aproveitar a hora gratuita do Museu do Prado que acontece de segunda a sábado das 18h às 20h e domingos das 17h às 19h. Estacionar o carro, uma voltinha rápida pela Gran Via, e lá fomos nós admirar, entre muitos outros, "As Meninas" de Velazquez, Goya e Rafael.
Com o corpo a pedir descanso o destino final foi o Hotel HVU, que fica a 16km do centro da cidade, na vila de Alcobendas, um hotel mais empresarial mas super confortável, fora da confusão citadina e bastante mais barato.

O dia seguinte estava destinado a passarmos por locais que já conhecíamos e a descoberta de outros desconhecidos. Foi o caso da Chocolatería San Gines, paragem obrigatória para comermos uns churros com chocolate e o Templo de Debod. O templo que desconhecia tem um lindo o jardim. Adorei!
Uma dica: se conseguirem visitem esta zona ao pôr-do-sol! Se o fizerem vão perceber…
O roteiro incluía uma passagem pela Plaza Mayor e pelas Portas do Sol, dois locais obrigatórios numa visita a Madrid; uma maratona a subir e a descer a Gran Via; uma paragem para petiscar no Mercado de San Miguel, onde facilmente se pode perder a cabeça com a variedade de comida; uma fotografia na Plaza de España virada para o monumento em honra de Cervantes onde está a estátua de D. Quixote de la Mancha e Sancho Pança; uma entrada na Catedral de la Almudena com direito a uma pequena cerimónia. E  por falar em cerimónia, não deixem de assistir ao render da guarda em frente ao Palácio Real.

Para terminar o dia em grande, um jantar no restaurante Tapas 44 que descobri na minha primeira visita a Madrid. Adoro! São uns huevos rotos, umas patatas bravas, uns chocos ao alhinho e uns espargos envoltos em presunto, e eu sou uma pessoa feliz!


Último dia em Madrid. O plano era aproveitar a gratuitidade dos museus, desta vez o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia. A visita foi rápida e ficámo-nos pela exposição "Piedades y terror en Picasso - El camino a Guernica", que foi mostrada pela primeira vez há 80 anos. Não consigo deixar de me emocionar diante dela e de pensar no seu terrível significado.
Houve ainda tempo para um passeio pelo famoso mercado El Rastro, que acontece todos os domingos no bairro La Latina. Um género de feira da ladra em Madrid onde podemos encontrar de tudo. No regresso ao carro não deixámos de apreciar o edifício de La Tabacalera, uma antiga fábrica de tabaco que se tornou um centro social sobre o domínio público, que tem como objectivo o debate e difusão de ideias, mas também a produção artística.

Uma visita rápida que me deixou com vontade de mais! E o regresso a Madrid já está marcado, desta vez para visitar uma amiga que vai fazer Erasmus. Fiquei com muita vontade de conhecer mais a cidade, e que afinal de contas fica perto. Fiquei a saber que no dia em que regressei a casa, o Real Madrid se sagrou campeão de Espanha. Que pena não ter conseguido festejar com eles (esta situação já me aconteceu na minha primeira viagem a Barcelona), mas não faz mal, este ano já tive os meus festejos.
HALA MADRID!

sábado, 20 de maio de 2017

A Rapariga no Comboio // BOOKMARK



"Procuro-os enquanto estamos parados no sinal vermelho. Principalmente no verão, a Jess costuma estar lá fora de manhã, a beber café. Às vezes, quando a vejo ali, sinto que ela também me vê, sinto que ela também me observa e apetece-me acenar-lhe. Mas sou demasiado acanhada. Não costumo ver tanto o Jason, anda muitas vezes fora em trabalho. Porém mesmo quando não estão lá, penso no que andarão a fazer."
Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio


É impossível que alguém que esteja neste momento a ler esta publicação nunca tenha ouvido falar no livro A Rapariga no Comboio da autora Paula Hawkins. Foi lançado em 2015, esteve o ano inteiro no top nacional de vendas e foi um verdadeiro tornado no mundo literário mundial. 
Admito que adquiri o livro levada pelo alarido em torno dele, mas também pela sua passagem a filme, realizado por Tate Taylor, e que veio foi mais uma achega para a fama deste thriller. 
Em forma de diário, o livro trata a história de Rachel, uma rapariga divorciada que todas as manhãs apanhava o comboio de Ahsbury para Londres para ir trabalhar. O comboio parava sistematicamente junto à rua onde outrora Rachel tinha morado com o seu ex-marido devido a falhas na sinalização. Até que Rachel repara numa rapariga a quem acaba por dar o nome de Jess (o nome real é Megan) que pela manhã está sempre no terraço acompanhada, por quem Rachel pensa ser o marido. Com uma história criada em torno destas duas personagens desconhecidas na cabeça de Rachel, vamos acompanhando paralelamente a história de Megan que tal como Rachel esconde segredos. 
Rachel acaba metida num caso de homicídio que acaba por abranger praticamente todos os personagens do livro. 

"O comboio pára no sinal. Bebo um gole da lata gelada de ginecologias tónico e levanto os olhos para casa dele, para o terraço dela. Estava a ir tão bem, mas preciso disto. É para arranjar coragem."
Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio


Sou sincera... o livro deixa um pouco a desejar. Não sei se a minha opinião se deveu à elevada expectativa, mas pensava que ia ser muito mais do que realmente foi. Cheguei a um pouco que parecia que a história tinha estagnado e não passava do mesmo. Fiquei um pouco desiludida, e ao mesmo tempo bastante curiosa pela forma como o livro tinha sido passado para filme visto tratar-se de um livro escrito em forma de diário. A própria escrita da autora não foi nada de surpreendente e senti que lhe faltava alguma coisa para ser realmente empolgante.
O filme também não me surpreendeu de todo mas eu, quando existe a versão filme, primeiro leio o livro e só depois vejo o filme, como forma de visionar o que tinha imaginado na minha cabeça. 
A autora lançou no inicio de Maio um segundo livro, Escrito na Água, que ainda estou na dúvida se devo ou não dar o benefício da dúvida. 
Para quem já leu A Rapariga no Comboio deixem a vossa opinião pois vou adorar ler, pois de certeza que será diferente da minha. Quanto ao segundo livro da Paula Hawkins, alguém recomenda?

"Deito-me na cama e desligo as luzes. Não vou conseguir dormir, mas tenho de tentar."
Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio
  

quarta-feira, 17 de maio de 2017

FACE YOUR FEARS, TEST YOUR LIMITES


Todos nós somos assombrados por pensamentos que nos deixam nervosos por certo tipo de ações, emoções ou até mesmo sentimentos. E como eu sou anti-cliché e acredito que não existem alturas marcadas para simplesmente começar algo novo e vencer os nossos medos, hoje trago-vos três coisas que me deixam um pouco aterrorizada mas que eu não morro sem experimentar. Todos os dias são ótimos para largarmos os nossos medos, partirmos à aventura e testarmos os nossos limites e percebermos do que somos realmente capazes. 
Vamos a isto?

SKYDIVE

Se eu pudesse escolher um super poder seria de longe puder voar! Se ficar nervosa só de andar de avião imaginem ir andar com o intuito de no fim ter de saltar. Sempre foi algo que disse que nunca na minha vida faria, mas admito que neste momento já ponderava. O meu namorado tem uma experiência de skydive incluída na sua bucketlist e ao falarmos sobre isso o bichinho começou a aparecer. A vontade de experimentar tal tipo de liberdade e adrenalina está a crescer, mas ainda não me sinto de todo preparadas. Mas tal como vos disse, toca a vencer os medos e quem sabe um dia destes não estou a atirar-me de um avião por pura diversão?

ANDAR A CAVALO

Sei que pode parecer estranho, mas sinto uma certa ansiedade no que toca a andar a cavalo. Sei que muitos vão dizer que não faço ideia do que falo e que é um disparate mas, os cavalos são (infelizmente) animais que não me despertam confiança. Acho-os lindos, majestosos e imponentes e penso que por isso mesmo não consigo confiar num cavalo a ponto de montar um. Nos últimos tempos a vontade de experimentar apareceu em força, andei à procura de locais onde o podia fazer e espero que esta experiência esteja para breve!

STAND UP PADDLE

Adorava experimentar... tanto que ando a chatear o meu namorado à imenso tempo para o irmos fazer. Mas apesar da minha vontade de "pegar na prancha e lá vou eu" ser muita, a água em profundidade causa-me arrepios e por isso o facto de eu puder cair da prancha deixa-me nervosa, ao ponto de me questionar se realmente quero fazer isto. Deste verão não passa, mas tenho a dúvida se devia fazer em rio ou em mar. Recomendações?

E vocês? Falem-me dos vossos medos, pois é a falar que vamos acabando com eles!
FACE YOUR FEARS, TEST YOUR LIMITS!

Nota: Todas as fotografias aqui publicadas foram retiradas do Pinterest.

sábado, 13 de maio de 2017

Fim-de-semana? #2


Sábado... um dia que normalmente é utilizado para restabelecer energias, estar com os amigos e a família, manter uma certa atualização no que toca às séries e programas de televisão... Enfim manter uma certa calma, pois para confusão já nos bastam os dias de semana. Mas este fim-de-semana, apesar de nos pudermos manter em frente à televisão o dia todo, vai ser um dia de reboliço total daqui a Kiev. 
Pois vamos lá ver... de amanhã acordamos e, ou nos metermos no carro rumo a Fátima e vamos assistir à celebração dos 100 anos das Aparições com a presença do Papa Francisco, o que podemos fazer igualmente através da transmissão em direto dos canais nacional e muito provavelmente dos internacionais (se quisermos treinar o nosso inglês por exemplo), ficando no conforto do nosso sofá. Sendo que daqui apenas temos que mudar para a Benfica TV às 18h15 para assistir ao jogo Benfica - Vitória de Guimarães, no qual o primeiro se pode sagrar campeão da Primeira Liga. No caso de não pagarmos por esse canal lá teremos que nos levantar e ir assistir ao jogo a um café ou a casa de um amigo. Mais tarde às 20h é hora de nos voltarmos a centrar na televisão e assistir em direto ao Festival da Eurovisão, no qual o português Salvador Sobral pode levar Portugal à vitória. 


A verdade é que este fim-de-semana tem pano para mangas e tal como vi no facebook no outro dia "Salazar ficaria orgulhoso" num dia repleto de fado, futebol e fátima!
Quanto a vocês não sei mas eu às 19h estou pronta para ir fazer mais uma caminhada. Desta vez por terras de São João das Lampas e a lama não vai ajudar, mas que pelo menos chegue ao fim e o Papa tenha chegado bem a casa, o Benfica seja campeão e o Salvador Sobral tenha conseguido com que Portugal vença o Festival da Eurovisão de 2017!

Nota: A publicação de hoje saí um bocadinho daquilo que é habitual, mas tal como já devem ter reparado o blog está diferente. Após horas e horas a mexer em HTML ainda não está tudo como eu quero que fique e por isso hoje deixo-vos com algo mais "simples". Espero que gostem desta mudança. Um bom fim-de-semana!
As fotografias são todas retiradas da internet.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Uma Mulher do Norte em França // PORTUGUESES ABROAD


Ainda se lembram do cantinho que criei aqui no blog dedicado a todos aqueles que abandonam Portugal seja para trabalhar, seja para estudar? Pois bem, hoje regressamos em força com mais uma participação muito especial, por parte da Sofia Cleto autora do blog Crónicas de Salto Alto
A Sofia emigrou para Troyes, França em busca de uma melhor oportunidade de trabalho há 3 anos atrás,  e atualmente prepara-se para uma nova mudança, desta vez para terras inglesas. Vamos conhecer a sua aventura?

WeeklyVanessa - Estás a viver em Troyes há quanto tempo? O que estás a fazer neste momento em termos profissionais?
Sofia - Estou a viver em Troyes desde Abril de 2014, ou seja, desde há 3 anos. E vou mudar-me agora para Farnborough, em Inglaterra! Mais uma aventura que me espera. Neste momento estou a trabalhar naquilo em que trabalho desde que acabei o curso: sou médica dentista! Já lá vão 6 anos e acho que já não conseguia ser outra coisa que não isto.

WV - Qual foi a tua principal motivação para saíres de Portugal?
S - Eu tive a “sorte” de sempre ter trabalho em Portugal e a tempo inteiro. As aspas estão ali porque, se calhar, se não tivesse trabalho, como tantos outros, tinha emigrado mais cedo. Em Portugal, o excesso de médicos dentistas é brutal (entre outros problemas da área, mas não vamos entrar em debates políticos) e, como tal, o trabalho é muito (e cada vez mais) precário. Para se ter um salário decente, têm que se trabalhar horas infindáveis e arranjar trabalho nem sequer é fácil para a maioria. Depois há a questão financeira, porque mesmo que ganhes razoavelmente bem, os encargos para quem está a recibos verdes são mais que muitos. Além disso, há toda a questão da instabilidade, a qualquer momento podes ir para o olho da rua. Mas, essencialmente, a mim o que mais me motivou para sair foi a falta de respeito de que me sentia alvo, enquanto trabalhadora. Eu não tinha direito a ter vida, eu nunca tive férias (nem sequer um dia, em mais de dois anos), ia trabalhar doente, enfim, estava exausta e completamente esgotada física e psicologicamente. Sentia que só tinha deveres e não tinha direitos nenhuns.

WV - Penso que pouca gente já ouviu falar em Troyes, porquê a escolha desse destino para emigrar?
S - Bem, vou começar por dizer que Troyes é uma cidade muito bonita e que, quem tiver oportunidade, devia dar cá um salto! Há cá imensos portugueses, por isso, estou longe de ser a primeira a vir para cá hehe. Quanto à minha escolha, a razão é simples. A minha melhor amiga, que tirou o curso comigo, estava a trabalhar aqui e foi ela que me arranjou lugar na clínica onde estou agora. Emigrar com companhia fica muito mais fácil!

WV - Como Portuguesa e mulher do Norte, do que sentes mais saudades? (Comida, sítios, ...)
S - Ui, tanta coisa! Tenho imensas saudades da minha família e dos meus amigos, obviamente. Quanto ao resto, posso dizer que tenho imensas saudades do mar. Imensas, mesmo. Estava tão habituada a ter o mar por perto, que nunca me tinha imaginado sem ele (nem a falta que me ia fazer!). Também tenho saudades de ir tomar o pequeno-almoço ao café. Pode parecer uma estupidez, mas a meia de leite e a torrada na confeitaria salvam qualquer manhã, por mais cinzenta que esteja! E aqui não tenho isso. Aliás, quase não há cafés onde uma pessoa possa ir e sentar-se a tomar o que quer que seja. As pessoas aqui vão à padaria/confeitaria comprar as coisas para comerem em casa. Por último, vou dizer que tenho saudades do sol. Em Portugal (e, sobretudo, no Porto e em Matosinhos, de onde eu venho!) também temos frio e chuva, mas o sol quando brilha em Portugal, brilha de maneira diferente!

WV - Quais são os momentos em que ficas mais home sick? E quais são os momentos em que te beliscas por estares a viver em França?
S - O momento em que mais me custou estar em França foi no meu primeiro ano aqui. Os dentistas aqui são obrigados a estar de urgência nos domingos e feriados e, no meu primeiro ano aqui, calhou-me o 25 de Dezembro. Fiquei para morrer quando recebi a carta, mas não quis dar parte fraca no trabalho. Aguentei até chegar a casa e aí chorei baba e ranho. Primeiro ano em França e ia passar aqui o Natal! Nunca mais hei-de esquecer esse momento. Fora esse momento em particular, as alturas mais difíceis são os aniversários, os casamentos, enfim, as datas especiais. Porque querias estar ali com os teus e estás a mais de 1000km de distância e isso é uma dor que só quem passa por ela é que pode perceber.
Os momentos em que me sinto sortuda por estar aqui são aqueles em que ouço os meus amigos e colegas que ficaram em Portugal a queixarem-se do que ganham e das horas que trabalham e me sinto feliz por ter deixado essa vida para trás.

WV - Imaginando que 50% dos visitantes do blog se querem mudar para França ou até mesmo para Troyes, quais são as principais sugestões que lhes dás?
S - Estejam preparados para um grande choque no que diz respeito a simpatia. Os franceses não vos vão impedir de fazerem o que quer que seja, mas não vão ser vossos amigos. Procurem outros portugueses ou outros estrangeiros na zona para onde vão, porque senão estão por vossa conta (aqui há um português em cada esquina, por isso, não é difícil). Estejam, também, preparados para a falta de higiene porque não, não é um mito: é um facto.


WV - Que tipo de burocracias tiveste que tratar para poderes trabalhar ou alugar casa?
S - No caso dos médicos dentistas, a maior complicação é a inscrição na Ordem. É preciso um diploma em francês (nível B2, idealmente), o certificado em como se acabou o curso e mais uns certificados da Ordem portuguesa, assim como registo criminal. E tudo isto tem de ser traduzido para francês por um tradutor reconhecido. Depois são as coisas básicas, abrir conta no banco (precisei duma prova de morada e do contrato de trabalho), inscrição na segurança social (só é preciso a certidão de nascimento e cópia do cartão de cidadão, se não me engano), mas essa parte achei bastante simples. Quanto à casa, quando vim para cá, a empresa cedeu-me um apartamento durante os primeiros meses (de graça, o que foi óptimo!). Quando aluguei o meu apartamento, precisei do contrato de trabalho e das 3 últimas folhas de salário.

WV - Decidiste agora recentemente trocar França por Inglaterra... existe alguma razão para essa escolha que possa ser partilhada?
S - Existe, pois! E chama-se Mário. O meu namorado ficou a acabar o doutoramento quando eu vim para Troyes. Entretanto, acabou-o e ainda andámos a estudar a possibilidade de eu voltar para Portugal, mas eu não queria dar esse passo, porque sabia que a minha vida profissional ia regredir imenso. Assim sendo, ele acabou por decidir sair. Escolhemos Inglaterra porque ele só fala português e inglês e era a solução mais simples.

WV - Um dia em Troyes e eu não posso deixar de visitar...
S - ...tudo! A cidade é pequena, vê-se bem num dia. Aconselho as ruas à volta da Câmara Municipal, para ver as casas de madeira coloridas e típicas, a Ruelle des Chats e o coração de Troyes (à noite, que é quando é mais bonito).

WV - O local que mais te faz lembrar Portugal ou o Porto em Troyes é...
S - ... nenhum! Não há semelhança nenhuma.

WV - Saudade é mesmo uma palavra portuguesa? Para ti ganhou outro significado?
S - Saudade é o sentimento mais português que existe. Sim, ganhou outro significado, porque agora vivo com ela todos os dias. Mas sou feliz. E, quem sabe, se um dia não poderei mesmo voltar para Portugal? Gosto de acreditar que sim.

Muito obrigada à Sofia por ter aceite participar aqui no meu cantinho, desejo-lhe toda a sorte do mundo nesta nova etapa que se segue! Não deixem de passar pelo blog dela, Crónicas de Salto Alto, e ficar a conhecer um bocadinho melhor a sua aventura.

E tu? Já passaste pela mesma aventura ou conheces alguém que tenha passado pelo mesmo mas num local diferente? Atreve-te a partilhar por aqui ou desafia um amigo a fazê-lo deixando um comentário ou enviando um email para weeklyvanessaabreu@gmail.com e ajuda alguém que se queira aventurar no mesmo.

Nota: Todas as fotografias aqui colocadas são da autoria do Sofia Cleto e estão reservadas a direitos de autor.