sábado, 24 de junho de 2017

HELLO SUMMER!


O mote da publicação de hoje é olá verão, mas pode igualmente ser olá a todos e bem-vindos de volta ao meu cantinho! Infelizmente nas últimas semanas não houve tempo, e para ser sincera... muito pouca imaginação aqui para o blog. Agora que a feira do livro de Lisboa terminou estou de volta em força e com muitas ideias novas!
Mas tal como o título indica, hoje damos as boas-vindas ao sol, à praia e ao calor deslumbrando-nos com as lindas paisagens da serra da Arrábida. Na quinta-feira eu e uma amiga decidimos rumar ao paraíso, sendo que o plano era visitarmos algumas praias e no fim do dia subirmos ao topo da serra para algumas fotografias na chamada rampa de lançamento para o parapente ou até o Miradouro do Portinho da Arrábida. Andava á imenso tempo com vontade de conhecer este lugar, tanto pela vista de cortar a respiração, como pelas fotografias lindas que dali se podem tirar. 

Portinho da Arrábida

A primeira paragem foi o Portinho da Arrábida e como chegámos cedo conseguimos facilmente lugar.  Decidimos ficar na ponta direita da praia, onde não havia tanta gente pois a minha ideia desde inicio era acabar a dormir uma pequena sesta deitada na toalha (existe alguma coisa melhor que dormir na praia?). Após duas semanas e meia a trabalhar sem parar, sem dúvida que era um momento assim que estava a precisar. Água com uma cor espetacular, toda a natureza circundante e para quem quiser existe sempre a possibilidade de comer um peixe grelhado com esta vista maravilhosa. 

Após uns quantos mergulhos, a merecida sesta e algumas fotografias, decidimos ir conhecer a Praia dos Galapinhos. Decidimos descer até à praia por um pequeno trilho e quando chegámos ao fim percebemos que existiam umas escadas. Mas nada melhor do que acrescentar um pouco de espírito aventureiro, certo? 
Já tinha vindo para esta praia umas duas vezes e tinha gostado bastante. Não sei se foi a calma do Portinho da Arrábida que me fez deixar de gostar assim tanto de uma praia que tinha muito mais gente e onde parecia que éramos todos um grande grupo, tal era o espaço entre todos. A Praia dos Galapinhos acabou por me deixar um pouco desiludida, mas o facto de cada vez mais gente conhecer e decidir fazer praia aqui muda bastante o ambiente. 

 Vista do Trilho para a Praia dos Galapinhos

Miradouro do Portinho da Arrábida (Rampa de Lançamento)

Acabamos por não ficar muito tempo nos Galapinhos e lá fomos nós em direção ao Miradouro do Portinho da Arrábida. Sou vos sincera... assim que tiverem oportunidade passem por lá! Um sítio de cortar a respiração e para percebermos que dificilmente encontramos país tão bonito como Portugal!

Que não nos deixemos cair em extremos e em cópias. Que continuemos a mostrar aquilo que de mais bonito temos, mas principalmente que continuemos a cuidar de tudo isto, daquilo que nos faz sorrir quando olhamos pela janela num destes passeios. Que continuemos a ter turistas maravilhados nas nossas praias que repetem constantemente "THIS IS AMAZING", mas que não nos deixemos levar, ao ponto de perdermos a nossa identidade por eles. 
Que continuemos portugueses de alma e coração e não nos tornemos eternos turistas no nosso próprio país!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Do Minho para as Arábias e para o Mundo // PORTUGUESES ABROAD



Hoje pela primeira vez num Portugueses Abroad saímos da fronteira europeia e vamos conhecer a história de Tiffany, o nome por detrás do blog Ukuhamba. Na entrevista deste mês estive à conversa com uma rapariga que voou do Minho para o Qatar para iniciar uma vida como hospedeira de bordo mas que acabou por regressar a Portugal. O motivo? Toca a ler!

WeeklyVanessa - Estiveste a viver em Doha durante quanto tempo? O que fizeste por lá em termos profissionais?
Tiffany - Estive a viver em Doha cerca de 2 anos. Na verdade, não passava muito tempo em Doha, isto porque era Hospedeira de Bordo e portanto andava sempre a viajar e passava mais tempo noutras cidades de todos os continentes, do que propriamente em casa. Mas Doha era a minha base e o local que chamava de lar na altura.

WV - Quais foram as tuas principais motivações para saíres de Portugal?
T - Na altura vi-me numa situação precária em termos de trabalho. Estava habituada a ganhar bem e com a crise os empregadores estavam a tentar diminuir o salário e as condições. Para além disso senti que estava a precisar de uma mudança grande na minha vida e de uma aventura. A ideia surgiu e eu embarquei, literalmente!

WV - Porque decidiste regressar a Portugal?
T - Por amor. Ser hospedeira de Bordo é uma paixão e um vício. Cada país, cada cidade que visitas, faz-te querer visitar mais e querer voltar. Viajar para mim é uma paixão, se a minha profissão me dava isso, eu adorava a minha profissão!
No entanto, é complicado ter este estilo de vida e querer partilhar a vida com a pessoa amada. Ainda por cima o meu namorado estava em Portugal! Conclusão estávamos juntos uma vez por mês, por poucos dias e com muito esforço! Sempre com muitos quilómetros envolvidos! Quando ele me pediu, a volta fez sentido para mim! Voltar para o país que tanto adoro; e iniciar uma vida a 2 é na verdade uma aventura bem maior do que ir viver do outro lado do mundo!

WV - Em termos nacionais, do que sentias mais saudades? (Comida, sítios, ...)
T - Na verdade não sentia muitas saudades dos locais; isto porque andava sempre a viajar e a visitar; mas sentia muitas saudades da comida! :P Em casa fazia a minha comida, mas óbvio que não é a mesma coisa! Sentia muita falta do nosso querido Bacalhau! Tanto que em cada restaurante, em qualquer parte do mundo, que dizia CodFish eu experimentava! E era sempre uma desilusão... eu já sabia, mas cismava em pedir sempre! E definitivamente presunto! Era o que mais me apetecia sempre! Mas como felizmente ia várias vezes a Barcelona, acabava por conseguir matar as saudades!
Outra coisa que me fazia lembrar muito o nosso querido Portugal eram as natas! Egg Tarte como se diz na Ásia! Eles bem tentam e admito que comi algumas muito boas! Mas nada como as nossas...

WV - Quando regressaste existia alguma coisa que querias mesmo ir fazer para “matar” saudades de Portugal?
T - Pode parecer cliché mas eu não tinha saudades de Portugal, tinha saudades da minha gente, da nossa gente! Somos nós que fazemos Portugal! E por isso sempre que vinha cá, e em especial quando regressei o único que queria mesmo fazer para “matar” saudades era visitar a minha família e os meus amigos! O primeiro mês foi mesmo para andar a saltitar quase por Portugal inteiro!

WV - Quais eram os momentos em que ficavas mais home sick? E quais eram os momentos em que te beliscavas por estares a viver em Doha?
T - Home sick... especialmente ao Domingo á tarde, porque a minha família tem o hábito de se juntar para tomar cafezinho! E eu sentia saudades de estar com eles, simplesmente na conversa! Claro que também havia aqueles momentos em que parece que tudo nos corre mal e que só queremos a nossa mamã! Mas felizmente não foram muitos!
Momentos em que me beliscava? Cada vez que saia o meu horário e eu percebia que ia conhecer Nova Iorque, Cairo, Kuala Lumpur... (por exemplo) locais tão dispares e tão magníficos, tudo no mesmo mês!


WV - Imaginando que 50% dos visitantes do blog se querem mudar para Doha, quais são as principais sugestões que lhes dás?
T- Para irem para Doha têm definitivamente de sair daqui já com contrato, a não ser que sejam familiar de alguém que já lá está! De qualquer forma alugar casa lá é extremamente caro! Não se esqueçam que os árabes são negociantes por natureza, portanto tentem negociar casa como beneficio do vosso emprego! É comum eles oferecerem emprego já com moradia, mas se não for o caso, insistam!
Conselhos mais óbvios: meninas, vistam-se de forma discreta e respeitem as tradições e a cultura deles. Respeitei sempre, vesti-me normal, mas de forma discreta e nunca deixei de fazer nada. Ia a discotecas, ia para a praia, e nunca ouvi sequer um piropo! Saber estar é o meu conselho.
Posso dar algumas sugestões de locais a visitar em Doha (http://www.ukuhamba.pt/umas-ferias-doha/ ), bem como uma viagem a não perder (bem pertinho e a viagem super barata!): Dubai (http://www.ukuhamba.pt/um-parque-diversoes-chamado-dubai/) e já agora Abu Dhabi (http://www.ukuhamba.pt/dubai-abu-dhabi/ ).


WV - Que tipo de burocracias tiveste que tratar para puderes trabalhar em Doha ou alugar casa?
T - Na verdade a companhia tratou de tudo por mim; inclusive da casa. Acho que me adiantei na pergunta anterior; mas é política corrente a maior parte das empresas contrata e oferece casa. Isto porque sabe que o mercado imobiliário em Doha é muito caro mesmo!

WV - Emigraste para um país árabe com uma sociedade bastante diferente da portuguesa... Sentiste alguma dificuldade em inserires-te? É um país que recebe bem quem se muda para lá para trabalhar?
T - A cultura é totalmente diferente; mais por uma questão religiosa. No entanto no meu caminho só me cruzei com pessoas excelentes, que tiveram paciência e responderam a todas as minhas questões e dúvidas. Eu não tenho por hábito julgar ou criticar, em especial quando não tenho os factos todos. Por isso, fui de mente aberta, sempre de forma muito respeitadora, fui a todo o lado. Estive em mesquitas, almocei/jantei com qataris, conversei, perguntei e fui sempre bem interpretada e respeitada.
Não senti dificuldade em me inserir, ou em viver lá. Claro que volto a frisar a importância do saber estar e saber vestir. Não estou a dizer para usarem Habaya, eu só usei em algumas ocasiões por curiosidade e vontade própria.
De resto, sim notam-se algumas hierarquias e algumas atitudes xenófobas; mais da parte dos qataris para com os indianos e nepaleses ou filipinos. Que são na verdade o grosso da mão de obra do pais. No entanto nunca assisti a situações extremas ( não digo que não as haja), aliás tenho noção de várias injustiças (aos nossos olhos). Mas pessoalmente nunca tive problemas e adaptei-me muito bem.

WV - Quais os locais recomendas uma visita?
T - Encaminhar-vos para o post que já escrevi no meu blogue seria repetir-me, por isso, vou fazer uma mini lista: Souq Wakif; Museum of Islamic Art e o parque, bem como o café ao ar livre; The Pearl; Katara Cultural Village; E para terminar bem o dia: Sky View no La Cigalle Hotel.
(E não... não conseguem fazer isto tudo num dia! )

WV - Pensamos Portugal em Doha, pensamos em...
T – Quanto a vocês não sei, mas eu penso sempre nos amigos portugueses que fiz e nos nossos almoços/jantares/ saídas! Talvez seja repetitiva mas as pessoas são o que fazem um país! Por isso, mesmo em Doha eu tinha sempre um bocadinho de Portugal! E o conselho que dei á ultima menina que entrou em contacto comigo. Para compreenderem, no blogue decidi abrir uma rúbrica sobre hospedeiras de bordo, em especial no médio oriente. Tenho alguns posts com dicas e conselhos; e um pdf bastante especifico para ajudar na entrevista. Por isso, desde então tenho recebido alguns mails de meninas que vão para o médio oriente e que me pedem ajuda! Gosto de ajudar! A última menina que falou comigo foi para Doha á sensivelmente 2 semanas, o meu conselho para ela (entre outros) foi: quando tiveres muitas saudades de casa e da comida portuguesa, vai ao Nando’s (restaurante) na realidade não nada de comida portuguesa, mas talvez seja o mais próximo. E como sobremesa têm natas, que mais uma vez não são nada parecidas com as nossas! Mas... engana a vista, se calhar! Fui lá algumas vezes, e nunca me tirou as saudades de casa!

WV - Saudade é mesmo uma palavra portuguesa? Ganhou outro significado para ti?
T - Sim, não há dúvida que Saudade é uma palavra autenticamente portuguesa! As outras nacionalidades sentem “falta de alguém”, nós temos saudades de alguém, de um sitio, de um momento! Somos Portugueses, somos por natureza saudosistas, melancólicos e nostálgico! É o nosso fado e somos nós! Na verdade não ganhou outro significado, porque Saudade já me era bem conhecida; mas intensificou-se!

Um muito obrigada à querida Tiffany que tão gentilmente partilhou comigo e com todos aqueles que por aqui passam, a sua experiência temporária fora de Portugal. Passem pelo blog dela e vão cuscar todas as dicas que ela deu. Para quem ainda não sabe, eu também estive à conversa com a Tiffany para o cantinho dela e por isso mesmo passem por lá e fiquem a conhecer-me um bocadinho melhor, clicando aqui.
Este mês decidi eu mesma abrir horizontes e entrevistar pessoas que não só tenha emigrado mas que tenham regressado, tentando perceber as suas razões. Espero que tenham gostado e passem pelo blog da Tiff a mandar-lhe um grande beijinho!

sábado, 3 de junho de 2017

OLHÓ LIVRO EM PROMOÇÃO! // ACMA


O tema dos meses de Maio e Junho do projeto ACMA - A Cultura Mora Aqui é FESTAS, FESTEJOS E FESTIVIDADES. E nada melhor que falar nos festejos dos livros em promoção que estão a acontecer no Parque Eduardo VII desde o dia 1 até 18 de Junho: a 86ª Feira do Livro de Lisboa 2017.


O ano passado, tive a oportunidade de estar na feira a trabalhar numa editora e, este ano, consegui novamente essa oportunidade. Até agora tenho sido brindada com um número bastante razoável de visitantes e hoje vai ser a loucura do fim-de-semana.
Tenho-vos a dizer que compensa bastante passarem por lá. Podem encontrar descontos desde 10% e que podem ir para lá dos 50%, isto na famosíssima Hora H. Para quem não sabe, a Hora H é das 22h às 23h, de segunda a quinta-feira, e todos os livros com mais de 18 meses de edição ficam com descontos excelentes. Para além disso têm ainda os livros do dia de cada editora com descontos igualmente ótimos. 

Este ano, a feira inovou com a criação de um espaço para os animais, berçário, e é a maior de sempre contando com 286 pavilhões. Outra novidade é o Portugal Cookbook Fair, onde são destacados livros de culinária e nutrição, que se fazem acompanhar de show cooking e sessões de debate.
Quando a fome apertar, podem escolher entre uma vasta variedade de street food, desde hambúrgueres, pizzas, batatas fritas, doçaria portuguesa, sumos naturais e, para os mais gulosos, as bancas de gelados e farturas.


Deixo-vos três sugestões de livro do dia:
A Amiga Genial - Elena Ferrante (Relógio d'Água Editores): Ultimamente, oiço imenso falar neste livro mas ainda não tive oportunidade de ler. Parece-me uma boa opção para finalmente tirar todas as dúvidas sobre o que todos falam sobre e aproveitar o desconto de 7€ em relação ao preço normal de loja. 

História do Cerco de Lisboa - José Saramago (Porto Editora): Palavras para quê? Um clássico da Literatura Portuguesa nunca é demais e se estiver com o desconto que vai estar no dia 9 de Junho ainda melhor. 

Mistura as Cores - Hervé Tullet (Editorial Presença): Uma excelente opção para os mais pequenos. Um livro diferente no qual ao seguirmos os vários passos, vamos sendo surpreendidos.

Para além destes três vão existir muitos e muitos mais livros do dia que podem ver visitando a feira, ou até para quem é mais organizado e gosta de ver primeiro com o que pode contar e depois sim ir até lá, podem ir ao site da Feira do Livro de Lisboa 2017 e pesquisar por dias clicando aqui.
Aproveitem para passar pela Feira do Livro até dia 18 de Junho, e encontrem-me por lá. O horário é das 12h30 às 23h de segunda a quinta, 12h30 às 00h sextas e vésperas de feriado e 11h às 00h sábados. É hora de a estante lá de casa ficar em dia!

Não sei se no meio de tanta promoção ainda se lembram mas esta publicação faz parte do projeto ACMA - A Cultura Mora Aqui e se vocês quiserem juntar-se a este projeto basta enviarem um email para acma.cultura@gmail.com com o vosso nome, idade, blog/canal de youtube, o porquê de se quererem juntar e como descobriram o projecto. Qualquer blogger ou youtuber pode participar sendo que o objetivo principal é encher a blogosfera de temas culturais, saindo da equação da moda e da maquilhagem. 
Passem pela página de facebook do projetoconheçam os outros participantes no blog do ACMA e passem pelos blogs dos fundadores:


Nota: Todas as fotografias foram retiradas do Pinterest.